Agora que nós já sabemos a diferença entre os termos cobogó e muxarabi, conseguimos identificar com muito mais facilidade esses elementos nos projetos de arquitetura.

Percebemos que rever esses elementos é uma tendência bem contemporânea e que partindo dos conceitos tradicionais, os arquitetos estão criando coisas bem interessantes. Olha esses exemplos ali na Rua Oscar Freire:

Aberta desde 2010, em comemoração aos 75 anos de história, a flagship store (loja-conceito) da Valisére ganhou projeto especial da arquiteta Patrícia Anastassiadis. Conceitual e inovador, o projeto foi concebido em parceria com a cenógrafa Daniela Thomas e com a stylist Flávia Lafer.

Na fachada, uma estrutura autoportante executada em resina translúcida posicionada atrás da vitrine de vidro resguarda as compradoras no interior da loja e permite que o logotipo da loja seja visto refletido em todo o piso com a passagem da luz. O resultado é um delicado e moderno muxarabi.

 

Um pouco mais à frente, o restaurante Alma Maria tem projeto do arquiteto Arthur Casas. Com cardápio de inspiração espanhola, o arquiteto procurou trazer muita luz para o interior, com pé direito de 6 metros e ambientes em diferentes níveis que se entrelaçam sem paredes internas.

Para conseguir esse resultado, a fachada é toda aberta à rua e a vedação é feita com uma porta-painel que aberta parece um grande mural. Ela tem recortes que lembram a repetição de padronagem que encontramos nos cobogós, mas numa interpretação bem mais contemporânea.

  

 

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