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Infelizmente, apartamento novo não é como carro 0km. O carro, assim que estamos com as chaves na mão, podemos literalmente sair rodando por aí. O apartamento, bem… Você ainda terá que adquirir uma série de opcionais, nem tão opcionais assim, antes de poder realmente morar ali.
De uns tempos para cá, quase todos os imóveis são entregues somente com acabamento de piso nas áreas molhadas – entenda-se cozinha, lavanderia, lavabo e banheiros. Então, de cara a primeira coisa a pensar é que tipo de piso você vai querer na sua casa. E devo dizer que se você nunca pensou sobre isso e terá que escolher um piso em breve, não pense que é tão fácil… Existem inúmeras possibilidades hoje em dia e é fácil ficar em dúvida.
Abaixo, listo as minhas possibilidades favoritas:
Mármore

Um dos materiais mais clássicos e nobres, sinônimo de requinte e sofisticação. Está sempre presente em decorações mais clássicas e em residências de clientes mais tradicionais.
Existem muitas opções de tons e os mais sofisticados sãoos que possuem menos veios e a “massa” de composição do piso de cor mais homôgenea. Assim, quanto mais liso e de cor uniforme mais sofisticado e por consequência, mais caro o mármore.
É encontrado para venda no formato paginado – ou seja, a chapa do piso é recortada especificamente para seu ambiente, com pedras maiores, veios continuados e menos rejuntes, seguindo projeto do arquiteto – e também no formato ladrilhado, com peças que normalmente começam em 45x45cm e vão até 80x80cm. Nesse caso é mais difícil conseguir a combinação dos veios e o efeito é mais despojado.

Madeira


O piso de madeira natural é outro material bem tradicional e elegante. Os pisos em madeira nunca saem de moda e estão sempre associados à projetos mais contemporâneos, mas de clientes que não abrem mão do conforto. É um piso que tende a aquecer o ambiente.
São encontrados diversos formatos, como tacos e assoalhos, e padrões no mercado e certamente algum irá te agradar. Tacos em formatos menores (como o palito) deixam o resultado mais moderno, principalmente se utilizado em tons claros. Por outro lado, quando utilizamos a madeira de demolição no piso, o aconchego e o conforto setornam as principais características do ambiente.

Além da madeira natural, temos os pisos laminados de madeira de alta pressão (tipo fórmica), os laminados de alta resistência (tipo flutuantes) e o carpete de madeira. As diferenças entre esses tipos, explicarei em um outro post, mais completo.

Porcelanato

O porcelanato é um tipo de revestimento cerâmico fabricado com tecnologia mais avançada. Geralmente é um material de acabamento bem uniforme e destaca-se pela sua resistência, porosidade quase nula e praticidade, permitindo que seja utilizado em qualquer ambiente. Além de possuir acabamentos diversos como polido, natural e rústico, os padrões evoluiram tanto que hoje podem ser encontrados porcelanatos que se assemelham muito à madeira e ao mármore, mas com a vantagem de ter menos manutenção. São recomendados para residências de pessoas práticas, modernas e também aquelas situadas em regiões mais quentes, pois é um piso que tende a esfriar o ambiente. São encontrados a partir do tamanho 45x45cm e quase possuem as mesmas dimensões das pedras de mármores com peças de 1,00×1,00m e também retangulares de 15x60cm, dimensões que ajudam o resultado a ficar mais nobre.

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Como em casa a gente faz o que quer (ou quase tudo) e essa aqui é a minha casa, pra facilitar a comunicação nessa coisa toda de estilos de decoração, vou elencar quatro “bases” que sempre me ajudaram com meus clientes. Não quer dizer que eles funcionam pra todo mundo, e que você tenha que escolher um só, tá? Mas a maioria provavelmente irá se identificar com algumas coisas a mais de um só desses estilos.

Na minha interpretação, temos os estilos: Clássico, Clean, Casual e Contemporâneo. Esses são os quatro “cês” que dão título ao post.

Casual

O estilo casual é o adotado por proprietários que valorizam o aconchego e as memórias. É a linguagem de casas funcionais, com elevado padrão de conforto e alguns toques de “caseiro”. No mobiliário encontramos muita madeira – bruta, natural ou envelhecida – fibras naturais e tecidos confortáveis como algodão e linho. As cores lembram os tons da floresta- marrom, verde e vermelho queimado – mas em tons pastéis e todos os tons crus e neutros. Além da presença constante da madeira, outros materiais encontrados são as pedras brutas, os mármores e granitos, o tijolo e a cerâmica.

Clássico

 

A decoração clássica se traduz em ambientes sofisticados e requintados, que privilegiam a elegância e a grandiosidade. A simetria é um recurso muito comum desse estilo, bem como o uso de materiais e revestimentos nobres – como mármores, cristais e sedas. As paredes trabalhadas com detalhes em madeira, gesso ou papel de parede fazem companhia ao mobiliário antigo, que pode ser original ou reproduzido. Tons de bege, marrom, verde, marinho e dourado são encontrados com frequência, bem como o branco e o preto. Cores mais fortes são vistas apenas em acessórios, quadros ou objetos.

Clean

Também conhecido como moderno, o estilo clean privilegia as linhas retas, a amplitude, o espaço livre entre os móveis. Essa decoração é extremamente organizada e valoriza a arquitetura do espaço, que é preenchida com poucas peças e algumas de design assinado, mobiliário com acabamento primoroso e materiais tecnológicos – como inox, vidro e acrílico. Os tons desse estilo são neutros, com forte presença do branco. O toque de cores vem normalmente da paleta de cores primárias – como o amarelo, o vermelho e o azul.

Contemporâneo

Os ambientes contemporâneos mesclam algumas características dos estilos acima, porém com personalidade suficiente para definir uma nova linguagem decorativa. Percebemos a preocupação estética, a proporção e a elegância, numa decoração atemporal e acolhedora. No mobiliário, o equilíbrio entre linhas retas e curvas, entre tons claros e escuros e na mescla de peças de madeira em tom natural, lustrada, com outras pintadas em laca. A personalidade nesses espaços aparece nos detalhes, acessórios e objetos. É um estilo que acaba vinculado à modismos.

Algumas outras coisinhas ajudam a você se encontrar no meio dessa quantidade enooorrrme de informação que existe por aí sobre arquitetura e decoração hoje em dia… Essas valem se você for falar com um profissional e se precisar somente organizar as ideias do que você realmente quer pra si!

– Você não tem que saber o nome de todos os estilos de decoração, pode até saber algum ou outro que você se identifica de verdade, mas não se sinta pressionada a conhecer tudo. Um bom profissional é que tem que saber, e te apresentar opções.

– Não são os mil cômodos com nomes de ambientes em inglês – como living, home office, home theater, gourmet que fazem uma casa feliz. Uma casa bacana pode sim ter uma sala que seja de estar que tenha uma televisão e a mesa de refeições ali do lado, sem precisar de um cômodo pra cada coisa.

– Preste atenção na sua rotina, ela é que vai decidir que tipo de ambientes você precisará ter na sua casa. E também o tamanho desses ambientes (essa dica é muito importante para as mulheres – nossos armários muitas vezes já estão pequenos praquela quantidade singela de sapatos e bolsas que compramos. Não minta sobre isso!).

– Saiba muito bem as cores que você não gosta. Elas são até mais importantes do que aquelas que você gosta.

– Investigue seu passado. Procure se lembrar dos espaços que mais marcaram a sua memória, o que eles tinham em comum? Pense também nas coisas que te marcaram de forma negativa (assim como as cores que você não gosta, essas são informações bem importantes).

– Defina prioridades. Nem sempre dá pra fazer uma repaginação completa, então escolha onde aplicar sua energia (e seu dinheiro) de maneira a ter ambientes completos.

– Tenha paciência. Projetos express só existem em programas de tv. Na vida real, todos os fornecedores precisam de prazo para trabalhar e com tempo, dedicação e confiança tudo fica mais caprichado e bonito.

– Procure referências dos fornecedores que você irá contratar. Isso vale pra arquiteta e também o pedreiro, o tapeceiro, o gesseiro, a cortineira… Uma indicação vale muito em tempos de mercado aquecido – pesquise!

Ajudei?