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Sim, o hoje o foco é a madrepérola – esse material tão requintado que foi transformado em pastilha e teve seu uso ampliado nos últimos tempos.

A madrepérola também é conhecida como nácar e reveste o interior de diversas conchas. É uma substância calcárea, dura, brilhante, branca ou escura produzida por diversos moluscos e é o principal componente formador das pérolas.

Por ser comercializado em pastilhas, é encontrado normalmente em detalhes e até paredes inteiras de ambientes como banheiros e cozinhas.

 madreperola nicho banheiro  

Nos lavabos, os resultados com esse material são sempre surpreendentes. Olha que incrível o resultado desse projeto da arquiteta Vivian Coser, onde a pastilha parte do piso e invade toda a parede atrás da bancada!

Nesse outro projeto, a madrepérola é utilizada junto à outro revestimento de cobre e o marmoglass branco da bancada, numa composição linda de tons.

Na Mostra Casa Cor SP, no projeto desenvolvido para a Deca, a arquiteta Patrícia Anastassiadis revestiu toda uma bancada com as pastilhas e olha o resultado, que luxuoso!

 

Como é um material raro, e de custo elevado, o revestimento tornou-se cada vez mais nobre e passou a ser utilizado também nas áreas sociais. No sul do país, na Mostra Casa Cor RS, a arquiteta Francine Faracó revestiu uma das paredes de seu ambiente com a madrepérola clara enquando na Casa Cor PR, o arquiteto Eduardo Mourão optou pela madrepérola escura.

 

Em hotéis, esse revestimento também é bem utilizado. Na suíte master do Anaheim Marriott ele ocupa toda a parede da cabeceira da cama.

No apartamento decorado em Salvador, as pastilhas foram utilizadas em duas paredes diferentes do living – para revestimento das laterais do painéis do home theater e da parede que apóia o sofá, criando um constraste lindo de beges e brancos com detalhes em azuis e dourado.

 

Essa é uma tendência bem chique, porque o custo das placas de revestimento é alto mas com muito valor agregado, porque o resultado traz muito glamour para os ambientes. Pode apostar!

 

 

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Depois de apresentar o muxarabi pra vocês nesse post, resolvi falar do parente nacional, o cobogó, que nada mais é que um elemento vazado de nome próprio. O nome aliás, veio através do sobrenome dos três engenheiros de Recife que os desenvolveram: Amadeu Oliveira COimbra, Ernest August BOeckmann e Antônio de GÓis, isso lá em 1929. Os modelos mais comuns são os feitos em cimento e cerâmica, mas encontramos em vidro, mármore e metal.

Eles foram projetados para fechamento ou divisão de ambientes permitindo que neles entrassem luz e ventilação, mas mantendo a privacidade do interior. Na década de 50 eles foram muito utilizados, inclusive em projetos de Niemeyer e Lúcio Costa, e voltam à moda agora em obras contemporâneas de arquitetos brasileiros, ou não.

Esse projeto incrível é de um restaurante na Cidade do México chamado La Nonna, do escritório mexicano Cherem Serrano em parceria com DMG arquitetos. Buscando aproveitar ao máximo os 200 metros quadrados disponíveis o bar ficou centralizado, liberando espaço para mesas e circulação e em todos os lados podemos ver o cobogó – até no teto!

 

O escritório brasiliense Domo Arquitetura utilizou o material em duas mostras. Em 2008 projetaram o Pavilhão Patchwork, uma galeria de arte que misturava diferentes tipos de elementos vazados aleatoriamente com a intenção de criar um fundo opaco e translúcido para as telas que ficariam expostas.

 

Em 2010, aplicou o material, com desenho mais moderno e particular, na fachada da Casa Cor Brasília que homenageava os 50 anos da capital.

 

Nesse projeto do arquiteto Marcio Kogan, chamado de Casa Cobogó, o elemento é personagem central do projeto. Além disso, é assinado pelo escultor austríaco Erwin Hauer, grão-mestre dos cobogós, autor de inúmeros módulos vazados e patenteados.