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– Muito prazer, vos apresento Chesterfield.

Chesterfield é um modelo de sofá com braços na altura do encosto e curvado para fora, tradicionalmente feito em couro e com capitonê formando losângulos. As histórias sobre o nome são várias, mas a versão mais aceita diz que é em homenagem ao conde de Chesterfield, que encomendou uma peça dessas a um marceneiro, no século 18.

A peça se tornou ícone e está presente em diferentes tipos de decoração. Apesar de ser uma peça com desenho clássico, com as diversas possibilidades de revestimento além do tradicional couro – veludo, camurça, algodão – consegue transitar super bem em projetos super modernos. Sendo assim, é só ver que acabamento e cor combina com você e se jogar em um!

Um sofá que de tão clássico, no Canadá é usado no lugar da palavra sofá (tal como fazemos aqui com Maizena e Gilette)… já querem um?

Como em casa a gente faz o que quer (ou quase tudo) e essa aqui é a minha casa, pra facilitar a comunicação nessa coisa toda de estilos de decoração, vou elencar quatro “bases” que sempre me ajudaram com meus clientes. Não quer dizer que eles funcionam pra todo mundo, e que você tenha que escolher um só, tá? Mas a maioria provavelmente irá se identificar com algumas coisas a mais de um só desses estilos.

Na minha interpretação, temos os estilos: Clássico, Clean, Casual e Contemporâneo. Esses são os quatro “cês” que dão título ao post.

Casual

O estilo casual é o adotado por proprietários que valorizam o aconchego e as memórias. É a linguagem de casas funcionais, com elevado padrão de conforto e alguns toques de “caseiro”. No mobiliário encontramos muita madeira – bruta, natural ou envelhecida – fibras naturais e tecidos confortáveis como algodão e linho. As cores lembram os tons da floresta- marrom, verde e vermelho queimado – mas em tons pastéis e todos os tons crus e neutros. Além da presença constante da madeira, outros materiais encontrados são as pedras brutas, os mármores e granitos, o tijolo e a cerâmica.

Clássico

 

A decoração clássica se traduz em ambientes sofisticados e requintados, que privilegiam a elegância e a grandiosidade. A simetria é um recurso muito comum desse estilo, bem como o uso de materiais e revestimentos nobres – como mármores, cristais e sedas. As paredes trabalhadas com detalhes em madeira, gesso ou papel de parede fazem companhia ao mobiliário antigo, que pode ser original ou reproduzido. Tons de bege, marrom, verde, marinho e dourado são encontrados com frequência, bem como o branco e o preto. Cores mais fortes são vistas apenas em acessórios, quadros ou objetos.

Clean

Também conhecido como moderno, o estilo clean privilegia as linhas retas, a amplitude, o espaço livre entre os móveis. Essa decoração é extremamente organizada e valoriza a arquitetura do espaço, que é preenchida com poucas peças e algumas de design assinado, mobiliário com acabamento primoroso e materiais tecnológicos – como inox, vidro e acrílico. Os tons desse estilo são neutros, com forte presença do branco. O toque de cores vem normalmente da paleta de cores primárias – como o amarelo, o vermelho e o azul.

Contemporâneo

Os ambientes contemporâneos mesclam algumas características dos estilos acima, porém com personalidade suficiente para definir uma nova linguagem decorativa. Percebemos a preocupação estética, a proporção e a elegância, numa decoração atemporal e acolhedora. No mobiliário, o equilíbrio entre linhas retas e curvas, entre tons claros e escuros e na mescla de peças de madeira em tom natural, lustrada, com outras pintadas em laca. A personalidade nesses espaços aparece nos detalhes, acessórios e objetos. É um estilo que acaba vinculado à modismos.