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“Casa arrumada é assim: Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz. Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela. Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas… Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo: Aqui tem vida… Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar. Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha. Sofá sem mancha? Tapete sem fio puxado? Mesa sem marca de copo? Tá na cara que é casa sem festa. E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança. Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde. Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto… Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda. A que está sempre pronta pros amigos, filhos… Netos, pros vizinhos… E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia. Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente. Arrume a sua casa todos os dias… Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela… E reconhecer nela o seu lugar.”

Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)

Essa nossa “casa” volta ao normal em breve!

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Infelizmente, apartamento novo não é como carro 0km. O carro, assim que estamos com as chaves na mão, podemos literalmente sair rodando por aí. O apartamento, bem… Você ainda terá que adquirir uma série de opcionais, nem tão opcionais assim, antes de poder realmente morar ali.
De uns tempos para cá, quase todos os imóveis são entregues somente com acabamento de piso nas áreas molhadas – entenda-se cozinha, lavanderia, lavabo e banheiros. Então, de cara a primeira coisa a pensar é que tipo de piso você vai querer na sua casa. E devo dizer que se você nunca pensou sobre isso e terá que escolher um piso em breve, não pense que é tão fácil… Existem inúmeras possibilidades hoje em dia e é fácil ficar em dúvida.
Abaixo, listo as minhas possibilidades favoritas:
Mármore

Um dos materiais mais clássicos e nobres, sinônimo de requinte e sofisticação. Está sempre presente em decorações mais clássicas e em residências de clientes mais tradicionais.
Existem muitas opções de tons e os mais sofisticados sãoos que possuem menos veios e a “massa” de composição do piso de cor mais homôgenea. Assim, quanto mais liso e de cor uniforme mais sofisticado e por consequência, mais caro o mármore.
É encontrado para venda no formato paginado – ou seja, a chapa do piso é recortada especificamente para seu ambiente, com pedras maiores, veios continuados e menos rejuntes, seguindo projeto do arquiteto – e também no formato ladrilhado, com peças que normalmente começam em 45x45cm e vão até 80x80cm. Nesse caso é mais difícil conseguir a combinação dos veios e o efeito é mais despojado.

Madeira


O piso de madeira natural é outro material bem tradicional e elegante. Os pisos em madeira nunca saem de moda e estão sempre associados à projetos mais contemporâneos, mas de clientes que não abrem mão do conforto. É um piso que tende a aquecer o ambiente.
São encontrados diversos formatos, como tacos e assoalhos, e padrões no mercado e certamente algum irá te agradar. Tacos em formatos menores (como o palito) deixam o resultado mais moderno, principalmente se utilizado em tons claros. Por outro lado, quando utilizamos a madeira de demolição no piso, o aconchego e o conforto setornam as principais características do ambiente.

Além da madeira natural, temos os pisos laminados de madeira de alta pressão (tipo fórmica), os laminados de alta resistência (tipo flutuantes) e o carpete de madeira. As diferenças entre esses tipos, explicarei em um outro post, mais completo.

Porcelanato

O porcelanato é um tipo de revestimento cerâmico fabricado com tecnologia mais avançada. Geralmente é um material de acabamento bem uniforme e destaca-se pela sua resistência, porosidade quase nula e praticidade, permitindo que seja utilizado em qualquer ambiente. Além de possuir acabamentos diversos como polido, natural e rústico, os padrões evoluiram tanto que hoje podem ser encontrados porcelanatos que se assemelham muito à madeira e ao mármore, mas com a vantagem de ter menos manutenção. São recomendados para residências de pessoas práticas, modernas e também aquelas situadas em regiões mais quentes, pois é um piso que tende a esfriar o ambiente. São encontrados a partir do tamanho 45x45cm e quase possuem as mesmas dimensões das pedras de mármores com peças de 1,00×1,00m e também retangulares de 15x60cm, dimensões que ajudam o resultado a ficar mais nobre.

Como em casa a gente faz o que quer (ou quase tudo) e essa aqui é a minha casa, pra facilitar a comunicação nessa coisa toda de estilos de decoração, vou elencar quatro “bases” que sempre me ajudaram com meus clientes. Não quer dizer que eles funcionam pra todo mundo, e que você tenha que escolher um só, tá? Mas a maioria provavelmente irá se identificar com algumas coisas a mais de um só desses estilos.

Na minha interpretação, temos os estilos: Clássico, Clean, Casual e Contemporâneo. Esses são os quatro “cês” que dão título ao post.

Casual

O estilo casual é o adotado por proprietários que valorizam o aconchego e as memórias. É a linguagem de casas funcionais, com elevado padrão de conforto e alguns toques de “caseiro”. No mobiliário encontramos muita madeira – bruta, natural ou envelhecida – fibras naturais e tecidos confortáveis como algodão e linho. As cores lembram os tons da floresta- marrom, verde e vermelho queimado – mas em tons pastéis e todos os tons crus e neutros. Além da presença constante da madeira, outros materiais encontrados são as pedras brutas, os mármores e granitos, o tijolo e a cerâmica.

Clássico

 

A decoração clássica se traduz em ambientes sofisticados e requintados, que privilegiam a elegância e a grandiosidade. A simetria é um recurso muito comum desse estilo, bem como o uso de materiais e revestimentos nobres – como mármores, cristais e sedas. As paredes trabalhadas com detalhes em madeira, gesso ou papel de parede fazem companhia ao mobiliário antigo, que pode ser original ou reproduzido. Tons de bege, marrom, verde, marinho e dourado são encontrados com frequência, bem como o branco e o preto. Cores mais fortes são vistas apenas em acessórios, quadros ou objetos.

Clean

Também conhecido como moderno, o estilo clean privilegia as linhas retas, a amplitude, o espaço livre entre os móveis. Essa decoração é extremamente organizada e valoriza a arquitetura do espaço, que é preenchida com poucas peças e algumas de design assinado, mobiliário com acabamento primoroso e materiais tecnológicos – como inox, vidro e acrílico. Os tons desse estilo são neutros, com forte presença do branco. O toque de cores vem normalmente da paleta de cores primárias – como o amarelo, o vermelho e o azul.

Contemporâneo

Os ambientes contemporâneos mesclam algumas características dos estilos acima, porém com personalidade suficiente para definir uma nova linguagem decorativa. Percebemos a preocupação estética, a proporção e a elegância, numa decoração atemporal e acolhedora. No mobiliário, o equilíbrio entre linhas retas e curvas, entre tons claros e escuros e na mescla de peças de madeira em tom natural, lustrada, com outras pintadas em laca. A personalidade nesses espaços aparece nos detalhes, acessórios e objetos. É um estilo que acaba vinculado à modismos.